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novembro 22, 2022 por Ruan Filadelpho

Pastor tem piso salarial? Quanto deve receber de sustento pastoral?

Pastor tem piso salarial? Quanto deve receber de sustento pastoral?
novembro 22, 2022 por Ruan Filadelpho

Quanto deve receber um pastor? Existe um piso salarial pré-definido ou um valor mínimo a ser pago por uma igreja ao seu pastor?

Recebemos perguntas deste tipo com muita frequência aqui na ICTUS Contabilidade, e por reconhecer a importância do assunto, decidimos preparar um conteúdo completo sobre o tema.

Para saber mais e esclarecer todas as suas dúvidas de forma objetiva e definitiva, continue conosco e acompanhe este artigo até o final.

Pastor deve receber salário?

A remuneração pastoral é um assunto que costuma gerar muitas dúvidas, afinal é um assunto pouco abordado pelos contadores e profissionais habilitados para explicar os aspectos legais da relação entre os pastores e suas igrejas.

Diante disso, a primeira coisa que precisamos esclarecer, é que os pastores não recebem salário, mas sim, uma prebenda pastoral, ou seja, uma espécie de retribuição para o seu sustento e o da sua família.

No entanto, não existe uma regra geral, ou seja, uma legislação que diga quanto um pastor deve receber, fixando uma forma de pagamento e um piso salarial para a categoria.

Na prática, tudo vai depender da forma de organização da igreja e o que está previsto no estatuto social com relação a remuneração pastoral.

Como um pastor deve ser remunerado?

Igrejas são estabelecimentos sem fins lucrativos, constituídos através de um estatuto social que é aprovado pelo grupo de membros que participam da igreja.

Neste documento, dentre outras coisas, discrimina-se quem é o ocupante do cargo de pastor presidente e qual a forma de remuneração e contribuição pelos serviços prestados pelo dirigente para a igreja.

Dentre as possibilidades, podemos destacar:

  • Trabalho voluntário: Em alguns casos, o pastor pode doar o seu trabalho de forma voluntária, ou seja, sem receber qualquer tipo de remuneração e prebenda pastoral.
  • Trabalho com carteira assinada (CLT): Algumas igrejas decidem remunerar os seus pastores como funcionários, pagando para estes uma remuneração não inferior ao salário mínimo, conforme pré-estabelecido no estatuto.
  • Trabalho como autônomo: Nos casos mais frequentes, os pastores recebem uma prebenda mensal na condição de autônomos, ou seja, sem que seja constituído um vínculo trabalhista com a igreja.

De certo, o que podemos afirmar, é que quando remunerados, os pastores precisam declarar os valores recebidos e contribuir para o INSS, com base nos seus rendimentos.

A contribuição é obrigatória, garante que o pastor não tenha problemas com o fisco e lhe assegura direitos importantes, como o acesso a aposentadoria e benefícios previdenciários.

Como definir o valor da remuneração do pastor?

Definir o valor da remuneração de um pastor é uma questão importante e delicada, que deve considerar diversos fatores para garantir uma compensação justa e adequada.

Aqui estão alguns passos e considerações para auxiliar nesse processo:

1.Análise das finanças da igreja: A igreja deve avaliar sua capacidade financeira antes de determinar a remuneração do pastor.

É importante garantir que a compensação esteja dentro das possibilidades financeiras da congregação e que outros compromissos, como despesas operacionais e projetos de caridade, também possam ser atendidos.

2.Responsabilidades e experiência do pastor: O valor da remuneração deve refletir as responsabilidades e o nível de experiência do pastor. Fatores como:

  • Tamanho da congregação: Igrejas maiores podem ter mais recursos e responsabilidades, exigindo maior dedicação e habilidades de gestão.
  • Complexidade das funções: Pastores que desempenham múltiplas funções, como aconselhamento, administração, ensino e liderança de projetos comunitários, devem ter essa diversidade refletida na remuneração.
  • Experiência e formação: Pastores com mais experiência ou com educação teológica avançada podem justificar uma remuneração mais alta.

3.Comparação com outras igrejas: Pesquisar a média de remuneração para pastores em igrejas de tamanho e contexto semelhantes pode fornecer uma base de comparação útil.

Considere igrejas na mesma denominação ou região geográfica para obter uma estimativa justa e realista.

4.Custos de vida e benefícios: O custo de vida na área onde a igreja está localizada é um fator importante. Em regiões onde o custo de vida é mais alto, pode ser necessário oferecer uma remuneração maior.

Além do salário base, considere outros benefícios, como:

  • Habitação: Algumas igrejas oferecem uma casa pastoral ou subsídio de moradia.
  • Plano de saúde: Cobertura de saúde é um benefício importante.
  • Ajuda de custo para educação: Se o pastor ainda está estudando ou buscando formação contínua, um auxílio pode ser relevante.
  • Férias e licenças: Tempo de descanso adequado é essencial para a saúde mental e espiritual do pastor.

5.Consultoria com especialistas: Pode ser útil consultar um contador ou especialista em administração de igrejas para ajudar a definir uma remuneração justa e sustentável. Eles podem ajudar a garantir que todos os aspectos legais e fiscais sejam considerados.

6.Transparência e comunicação: Manter a transparência com a congregação sobre a forma como a remuneração do pastor é definida e revisada é muito importante para evitar mal-entendidos.

A comunicação aberta ajuda a construir confiança e garantir que a congregação compreenda a base da compensação.

7.Revisão e ajustes periódicos: A remuneração deve ser revisada regularmente para garantir que continua adequada e justa.

Fatores como inflação, crescimento da congregação e mudanças nas responsabilidades do pastor podem justificar ajustes.

8.Considerações éticas e espirituais: Além de aspectos financeiros e práticos, as considerações éticas e espirituais também são importantes.

A remuneração deve refletir o valor do trabalho ministerial, respeitando a dignidade do pastor e reconhecendo a importância de seu papel na vida da igreja e da comunidade.

Definir a remuneração do pastor é um processo que requer consideração cuidadosa de vários fatores, incluindo finanças da igreja, responsabilidades do pastor, comparações de mercado e custo de vida.

Uma abordagem transparente e justa é essencial para assegurar que a remuneração seja adequada e sustentável, ao mesmo tempo em que respeita a importância e o valor do trabalho pastoral.

Qual o valor da contribuição do pastor para o INSS?

O valor da contribuição para o INSS dos pastores que recebem prebenda, vai depender da forma com a qual foi estabelecido o vínculo com a igreja.

No caso daqueles que trabalham com vínculo em carteira assinada, cabe a própria igreja realizar o desconto para o INSS, com base em uma alíquota que pode variar de 7,5% a 14% a depender da remuneração do pastor, conforme detalhado na tabela abaixo:

Salário (de)Salário (até)Alíquota
R$ 0,00R$ 1.212,007,5%
R$ 1.212,01R$ 2.427,359%
R$ 2.427,36R$ 3.641,0312%
R$ 3.641,04R$ 7.087,2214%

Por sua vez, aqueles que recebem a prebenda na condição de autônomos, precisam recolher o INSS por conta própria, com alíquota de 11% ou 20% sobre seus rendimentos.

  • Alíquota de 11%: Contribuindo nesta alíquota, o pastor só poderá se aposentar por idade, e além disso, não receberá mais que um salário mínimo de aposentadoria.
  • Alíquota de 20%: Com esta alíquota, o pastor poderá se aposentar com uma remuneração maior, podendo alcançar até mesmo o teto do INSS.

Para fazer uma boa escolha, contribuir da forma correta e evitar problemas com o fisco, o ideal é que o empreendedor busque o suporte, orientação e a assessoria de uma contabilidade especializada em igrejas.

Clique aqui e acesse um conteúdo completo sobre a contribuição dos pastores para o INSS.

O salário pastoral é bíblico?

Agora que você já conhece as possibilidades legais e obteve detalhes relacionados à remuneração dos pastores, é hora de entender o que a bíblia tem a nos dizer sobre o assunto.

Com base em versículos, como Gálatas 6:6, a maior parte das igrejas e pastores entendem que a remuneração pastoral é devida e necessária.

“E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui.”

Com base nos estudos bíblicos a respeito do assunto, existe um consenso geral de que os pastores devem receber uma remuneração, não para o seu enriquecimento, mas para sustento da sua família.

Muitos pastores dedicam a sua vida por completo ao ministério, ou seja, não possuem outra fonte de renda e trabalho, dependendo, portanto, da contribuição da igreja para o seu sustento.

Por outro lado, existem pastores que possuem outras fontes de renda, e, que, portanto, dividem o seu tempo entre a igreja e outras atividades.

Diante de todo o exposto até aqui, é recomendada que a decisão quanto a prebenda pastoral seja tomada pela assembleia de membros, e que sobre este valor, seja feito o devido recolhimento para o INSS (Previdência Social).

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A ICTUS é um escritório contábil especializado em serviços e contabilidade para igrejas, com mais de 15 anos de mercado.

Atualmente, atendemos igrejas e convenções de igrejas de todas as partes do país, oferecendo suporte e assessoria nos departamentos:

  • Contábil;
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Com o apoio do nosso time, igrejas e pastores podem manter todas as suas respectivas obrigações em dia com o fisco, sem qualquer tipo de complicação.

Além de encontrar contadores que professam a mesma fé, aqui na ICTUS você conta com todo o suporte que a sua igreja precisa, desde a elaboração do estatuto social e da ata de fundação, até a liberação do alvará de localização e funcionamento.

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Um dos nossos diferenciais está em nosso Diretor Executivo ser pastor e os demais colaboradores cristãos confessos, partilhando da mesma fé de nossos clientes, podendo assim, entender seus anseios, linguagens e expectativas.


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